segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Musicoterapia Criativa

O modelo de musicoterapia Nordoff-Robbinsn (musicoterapia critativa) foi desenvolvido por Paul Nordoff (compositor e pianista Americano) e Clive Robbins (professor de educação especial). É um modelo de musicoterapia baseado na convicção de que toda a gente possui uma musicalidade inata que pode ser explorada beneficiando o crescimento e promovendo o desenvolvimento pessoal.
O despertar desta musicalidade no cliente aumenta a consciência de si próprio, permite-lhe descobrir o significado da experiência terapêutica, desenvolvendo assim a intenção comunicativa na sua reposta musica.

A música aceita, vai ao encontro e/ou suporta o estado emocional do cliente enquanto este corresponde e acompanha dando liberdade à sua auto-expressão. As suas respostas musicais são o centro da terapia e é nesta interação musical entre terapeuta/cliente que a terapia acontece. Ao longo das sessões, o musicoterapeuta estuda as respostas e a criação musical do cliente para que as possa suportar e improvisar no sentido de uma evolução positiva. Quando o musicoterapeuta toca, expressa a sua presença para o paciente e a sua música reflete as suas primeiras intenções clínicas.
Existe interação verbal, mas é mínima.

A musicoterapia criativa já foi aplicada nas seguintes problemáticas: mutismo, ecolálias, regressões, negativismo, apatia, dependência, insegurança, falta de controlo, estereotipia, falta de criatividade, autismo, psicose infantil, perturbações emocionais, problemáticas intelectuais, distúrbios neurológicos, problemas físicos e sensório motores, distúrbios da aprendizagem entre outras.

Para beneficiar de musicoterapia não são necessários pré-requisitos. O cliente pode ou não falar, uma vez que o uso da musicoterapia criativa não é limitado pelo grau de desenvolvimento nem pela idade.

Através da exploração dos elementos da música, o cliente pode atingir níveis de percepção superiores que são uma parte importante no seu processo terapêutico. Desta forma é possível trabalhar as suas percepções distorcidas através da música. Este tipo de trabalho é paralelo às transferências que ocorrem na psicoterapia tradicional.


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