As perturbações do espetro autista consistem numa série de perturbações do desenvolvimento global da criança. Podem ser caracterizadas por problemas de comunicação, relacionamento/socialização, respostas desajustadas aos estímulos sensoriais (hiper ou hipo-sensibilidade), resistência a mudanças de rotina, comportamentos repetitivos (estereotipados), ausência de atitudes antecipatórias, linguagem ausente ou sem valor de comunicação, ausência de compreensão abstrata, compulsão à repetição, entre outros.
A musicoterapia potencia respostas interativas em crianças com perturbações do autismo. Aumenta a sua tolerância ao contacto e à estimulação, promove o desenvolvimento de competências, abre canais de comunicação, permite uma comunicação não verbal, facilita a auto-expressão, desenvolve competências de linguagem expressiva, reduz as ecolálias, os movimentos estereotipados e os monólogos.
A música em contexto terapeutico promove a interação social com crianças com esta problemática. Aspetos como o contacto visual, a atenção, comportamentos sociais apropriados, a consciencialização do meio envolvente, a tolerância à proximidade física, tolerância à mudança, a cooperação, podem ser melhorados através da musicoterapia. A terapia através da música promove também a expressão apropriada de emoções, desenvolve competências cognitivas e competências sensório-motoras.
Apesar de poder ser um processo longo, a musicoterapia revela-se uma abordagem muito promissora em crianças com perturbações do espetro do autismo.

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