segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Musicoterapia na demência

A demência é uma doença degenerativa progressiva e é considerada um dos maiores problemas de saúde da população idosa. Verifica-se uma deterioração das faculdades mentais que, em estados moderados e graves da doença, afeta também as competências de socialização do indivíduo. Ocorrem assim várias alterações ao nível de processos cognitivos como a memória, o cálculo, a orientação, a compreensão, o pensamento, o raciocínio e a linguagem.

Quando se fala em estado demencial, fala-se inexoravelmente em sintomas psicológicos e comportamentais. Estes sintomas incluem, não só comportamentos observáveis como a agitação, deambulação, agressividade, perturbações do sono, do comportamento sexual e alimentar como também sintomas psicológicos como a ansiedade, depressão, delírios e alucinações.

A música parece ter um potencial de relevo na criação de um relacionamento significativo com pessoas que sofrem de demência. A musicoterapia tem sido aplicada a pacientes com demência com o objetivo de  melhorar e manter competências cognitivas, físicas e emocionais. Aspetos como a orientação espacial e temporal, exercício físico/fisioterapia, comportamento social, competências de linguagem, redução da ansiedade, memória, autoexpressão são susceptíveis de serem trabalhados em musicoterapia com esta população.

A música confere ao doente com demência um sentimento de realização, estimula-o, ativa-o e conforta-o. Verifica-se também que a música melhora algumas das consequências comportamentais e emocionais dos sintomas da demência reduzindo a tensão, inquietação, agitação, depressão, confusão, medo, sentimentos de solidão, de isolamento e de baixa autoestima.


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