terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Musicoterapia na esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença do foro psíquico grave que se caracteriza principalmente por uma alteração no contacto com a realidade.
Os sintomas desta problemática incluem alterações da percepção, pensamento, linguagem, memória e capacidade de resposta.
Assim, podem verificar-se sintomas como dificuldade em expressar emoções e sentimentos, alucinações visuais e/ou auditivas, delírios, pobreza no discurso, bloqueio do pensamento, apatia, comportamentos desajustados, escassez de relacionamentos e de atividades recreativas, alteração formal do pensamento e diminuição da concentração.
O tratamento da esquizofrenia é realizado principalmente através de medicação. No entanto, é importante que existam intervenções psicossociais como complemento à medicação.
Uma intervenção musicoterapêutica com indivíduos com esquizofrenia reduz reações inapropriadas, desenvolve competências sociais pobres, reduz a ansiedade, permite um maior contacto entre o terapeuta e o indivíduo, promove o reforço da autoconsciência, o contacto com a realidade e um comportamento social mais ajustado. Através da música o paciente consegue identificar e expressar sentimentos de modo apropriado.
Quando a medicação não faz efeito, a musicoterapia pode ter um papel fundamental na gestão das crises. No entanto, o tratamento é a longo prazo e deve ser mantido mesmo nos períodos em que estas não se verificam. Desta forma, os desencadeamentos de crise podem ser evitados, melhorando a qualidade de vida do paciente.

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