domingo, 6 de abril de 2014

Musicoterapia em crianças/adolescentes com perturbações emocionais e do comportamento.

Crianças/adolescentes com perturbações emocionais e comportamentais apresentam uma baixa autoestima, ausência ou poucas competências interpessoais e de socialização, fraco controlo de impulsos que se verifica através de comportamentos disruptivos com explosões de violência (que podem ser dirigidas aos outros ou si própria), ou por outro lado através de uma grande inibição como mecanismo de defesa perante a ausência de auto-controlo. Apresentam também dificuldade na tomada de consciência e na expressão de sentimentos.

As crianças/adolescentes com esta problemática têm muitas vezes uma postura defensiva caracterizada por mudanças súbitas de humor com oscilações de comportamentos entre a excessiva aproximação com falta de limites e a extrema inibição do contacto.

A musicoterapia promove o estabelecimento de uma experiência emocional partilhada através da música privilegiando assim a ação e a representação de metáforas de emoções e ideias interiores que estão na base dos conflitos. Esta forma de intervenção usa a experiência pessoal da música como forma de promover experiências que envolvam aspetos essenciais na construção/reconstrução de competências sociais, de interação e de comunicação.

A musicoterapia facilita o processo de diferenciação/individualização da criança, reforça a autoestima e promove a sua criatividade.

Num contexto de musicoterapia em grupo, a música pode ser facilitadora e pode promover a coesão grupal, facilitando assim o sentimento de pertença e a promoção da noção de si e do outro.

Com uma postura não diretiva, neutra, empática e num clima seguro e protetor, o musicoterapeuta vai procurar ajudar a criança a expressar de forma livre os seus pensamentos e sentimentos mais profundos, vai procurar compreender o significado implícito das expressões e comunicações da criança e devolver esse significado à criança/adolescente. A linguagem musical permite à criança expressar-se de uma forma menos expositiva que a linguagem verbal.


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