O termo paralisia cerebral descreve um grupo de distúrbios do desenvolvimento do movimento e da postura, limitando a atividade do indivíduo. É uma disfunção predominantemente sensório-motora envolvendo distúrbios no tónus muscular, postura e movimentos voluntários. Estes distúrbios caracterizam-se essencialmente pela ausência de controlo dos movimentos, alterações adaptativas do comprimento muscular e, em alguns casos, deformidades ósseas. Os distúrbios motores da paralisia cerebral são frequentemente acompanhados por perturbações da cognição, sensação, perceção, comunicação e/ou comportamento, epilepsia e crescimento anormal.
A reabilitação motora é uma das principais preocupações dos musicoterapeutas que trabalham com pacientes com paralisia cerebral. A música é usada como um acompanhamento do movimento que determina a marcação do tempo, ajudando assim os pacientes a sincronizarem os seus movimentos com a cadência da mesma, conferindo também estabilidade em toda a sua trajetória. Sequências musicais mais longas ajudam a planear, programar e a executar padrões de movimento mais complexos. Aliando a música ao movimento, os musicoterapeutas também pretendem motivar o paciente, uma vez que a motivação tem uma influência considerável no sucesso da terapia.

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