"É possível que um bebé comece a ficar deprimido ainda no útero materno". Como se pode ler no artigo em baixo, o "estado mental da mãe, a sua saúde mental, é fundamental para a criança."
A musicoterapia pode ter um papel fundamental no tratamento e na prevenção da depressão da mãe e do bebé e na promoção do vínculo mãe-bebé quer durante a gravidez, quer durante os primeiros dias de vida do bebé.
A música, em contexto terapêutico, permite expressar sentimentos simultâneos e ambivalentes característicos da gravidez (desejo/inquietação, prazer/dor, feminino/masculino, aceitação rejeição, etc.); permite uma transmissão de recordações sonoro/musicais dos pais e do seu repertório familiar aos bebés promovendo assim os vínculos familiares; proporciona ao bebé uma experiência de continuidade após o nascimento através de estímulos sonoro-musicais escutados com frequência no final da gravidez e fomenta a interatividade entre pais e bebés.
A músicoterapia pode ter assim uma função reequilibrante no que respeita ao estado emocional da mãe, pode permitir a projeção da imaginação e das fantasias da mãe em torno da gravidez e pode ter um papel fundamental na vinculação mãe/bebé durante a mesma.
A música, em contexto terapêutico, pode também facilitar o trabalho de parto no que respeita à promoção de bem estar durante a fase da dilatação, pode suportar o treino de padrões respiratórios e os exercícios de preparação muscular na preparação para o parto.
Em caso de prematuridade, a musicoterapia ajuda a controlar aspetos fisiológicos e psicológicos dos bebés (taxa de oxigénio, ritmo cardíaco, sinais de conforto), promove o vínculo pais/bebé e proporciona suporte emocional aos pais.
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