quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Musicoterapia pré-natal e perinatal

"É possível que um bebé comece a ficar deprimido ainda no útero materno". Como se pode ler no artigo em baixo, o "estado mental da mãe, a sua saúde mental, é fundamental para a criança."


A musicoterapia pode ter um papel fundamental no tratamento e na prevenção da depressão da mãe e do bebé e na promoção do vínculo mãe-bebé quer durante a gravidez, quer durante os primeiros dias de vida do bebé.

A música, em contexto terapêutico, permite expressar sentimentos simultâneos e ambivalentes característicos da gravidez (desejo/inquietação, prazer/dor, feminino/masculino, aceitação rejeição, etc.); permite uma transmissão de recordações sonoro/musicais dos pais e do seu repertório familiar aos bebés promovendo assim os vínculos familiares; proporciona ao bebé uma experiência de continuidade após o nascimento através de estímulos sonoro-musicais escutados com frequência no final da gravidez e fomenta a interatividade entre pais e bebés.

A músicoterapia pode ter assim uma função reequilibrante no que respeita ao estado emocional da mãe, pode permitir a projeção da imaginação e das fantasias da mãe em torno da gravidez e pode ter um papel fundamental na vinculação mãe/bebé durante a mesma.

A música, em contexto terapêutico, pode também facilitar o trabalho de parto no que respeita à promoção de bem estar durante a fase da dilatação, pode suportar o treino de padrões respiratórios e os exercícios de preparação muscular na preparação para o parto.

Em caso de prematuridade, a musicoterapia ajuda a controlar aspetos fisiológicos e psicológicos dos bebés (taxa de oxigénio, ritmo cardíaco, sinais de conforto), promove o vínculo pais/bebé e proporciona suporte emocional aos pais.




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Musicoterapia aplicada à paralisia cerebral

O termo paralisia cerebral descreve um grupo de distúrbios do desenvolvimento do movimento e da postura, limitando a atividade do indivíduo. É uma disfunção predominantemente sensório-motora envolvendo distúrbios no tónus muscular, postura e movimentos voluntários. Estes distúrbios caracterizam-se essencialmente pela ausência de controlo dos movimentos, alterações adaptativas do comprimento muscular e, em alguns casos, deformidades ósseas. Os distúrbios motores da paralisia cerebral são frequentemente acompanhados por perturbações da cognição, sensação, perceção, comunicação e/ou comportamento, epilepsia e crescimento anormal.

A reabilitação motora é uma das principais preocupações dos musicoterapeutas que trabalham com pacientes com paralisia cerebral. A música é usada como um acompanhamento do movimento que determina a marcação do tempo, ajudando assim os pacientes a sincronizarem os seus movimentos com a cadência da mesma, conferindo também estabilidade em toda a sua trajetória. Sequências musicais mais longas ajudam a planear, programar e a executar padrões de movimento mais complexos. Aliando a música ao movimento, os musicoterapeutas também pretendem motivar o paciente, uma vez que a motivação tem uma influência considerável no sucesso da terapia.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Musicoterapia na demência

A demência é uma doença degenerativa progressiva e é considerada um dos maiores problemas de saúde da população idosa. Verifica-se uma deterioração das faculdades mentais que, em estados moderados e graves da doença, afeta também as competências de socialização do indivíduo. Ocorrem assim várias alterações ao nível de processos cognitivos como a memória, o cálculo, a orientação, a compreensão, o pensamento, o raciocínio e a linguagem.

Quando se fala em estado demencial, fala-se inexoravelmente em sintomas psicológicos e comportamentais. Estes sintomas incluem, não só comportamentos observáveis como a agitação, deambulação, agressividade, perturbações do sono, do comportamento sexual e alimentar como também sintomas psicológicos como a ansiedade, depressão, delírios e alucinações.

A música parece ter um potencial de relevo na criação de um relacionamento significativo com pessoas que sofrem de demência. A musicoterapia tem sido aplicada a pacientes com demência com o objetivo de  melhorar e manter competências cognitivas, físicas e emocionais. Aspetos como a orientação espacial e temporal, exercício físico/fisioterapia, comportamento social, competências de linguagem, redução da ansiedade, memória, autoexpressão são susceptíveis de serem trabalhados em musicoterapia com esta população.

A música confere ao doente com demência um sentimento de realização, estimula-o, ativa-o e conforta-o. Verifica-se também que a música melhora algumas das consequências comportamentais e emocionais dos sintomas da demência reduzindo a tensão, inquietação, agitação, depressão, confusão, medo, sentimentos de solidão, de isolamento e de baixa autoestima.


domingo, 17 de novembro de 2013

O que é a musicoterapia?

A musicoterapia é descrita como uma intervenção clínica, dirigida a indivíduos que possuem dificuldades comunicacionais, sociais, comportamentais e emocionais. Segundo Bruscia (1998) a musicoterapia é um processo sistemático de intervenção no qual o terapeuta ajuda o paciente a promover a sua saúde através de experiências musicais e da relação que se cria entre ambos como força dinâmica de mudança.