terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Vantagens da musicoterapia em crianças com PHDA

Crianças com Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) apresentam um padrão de comportamento que se caracteriza essencialmente por um excesso de atividade ou de impulsividade e por uma persistente falta de atenção.

Verifica-se frequentemente na criança uma dificuldade em permanecer atenta aos estímulos que interessam e ignorar os estímulos que não interessam, esquecimento, relutância em iniciar atividades que requerem muita atenção, interrupções frequentes, longos períodos para concluir tarefas e alguma desorganização. A dificuldade de concentração pode não se verificar em atividades como televisão ou jogos de ecran.

Verifica-se também na criança uma atividade motora excessiva em relação ao que é esperado para a idade, dificuldade em permanecer sentada, sossegada e/ou calada quando necessário, dificuldade no controlo de impulsos, baixa tolerância à frustração e dificuldade em esperar pela sua vez.

Associados a esta perturbação surgem problemas como insucesso escolar, depressão, problemas de comportamento, problemas de socialização, ansiedade.

A musicoterapia é uma abordagem extremamente significativa em crianças com esta perturbação. Numa abordagem individual e/ou em grupo, a musicoterapia promove o controlo da impulsividade, a redução de comportamentos inadequados, a atenção, a expressão de sentimentos e emoções, a redução da tensão e da ansiedade.

Num ambiente de confiança e cooperação, a musicoterapia promove o relacionamento apropriado com os pares e desenvolve competências sociais.


domingo, 1 de dezembro de 2013

Musicoterapia no autismo

As perturbações do espetro autista consistem numa série de perturbações do desenvolvimento global da criança. Podem ser caracterizadas por problemas de comunicação, relacionamento/socialização, respostas desajustadas aos estímulos sensoriais (hiper ou hipo-sensibilidade), resistência a mudanças de rotina, comportamentos repetitivos (estereotipados), ausência de atitudes antecipatórias, linguagem ausente ou sem valor de comunicação, ausência de compreensão abstrata, compulsão à repetição, entre outros.

A musicoterapia potencia respostas interativas em crianças com perturbações do autismo. Aumenta a sua tolerância ao contacto e à estimulação, promove o desenvolvimento de competências, abre canais de comunicação, permite uma comunicação não verbal, facilita a auto-expressão, desenvolve competências de linguagem expressiva, reduz as ecolálias, os movimentos estereotipados e os monólogos.

A música em contexto terapeutico promove a interação social com crianças com esta problemática. Aspetos como o contacto visual, a atenção, comportamentos sociais apropriados, a consciencialização do meio envolvente, a tolerância à proximidade física, tolerância à mudança, a cooperação, podem ser melhorados através da musicoterapia. A terapia através da música promove também a expressão apropriada de emoções, desenvolve competências cognitivas e competências sensório-motoras.

Apesar de poder ser um processo longo, a musicoterapia revela-se uma abordagem muito promissora em crianças com perturbações do espetro do autismo.